sexta-feira, 22 de julho de 2022

 Me recuso a assistir os tele-jornais de horror, hoje.

Hoje vou evitar os Roda-moinhos movidos a sangue,

respingando dor na minha paz.

Pilhas de corpos mutilados entregues a domicílio, via satélite.


Baleados,

esfaqueados,

Degolados..


Equipes jornalísticas buscando a desgraça a qualquer custo,

Em qualquer canto.

E entregando rapidamente, quentinha..

Delivery.


Guerras dentre o tráfico de drogas,

feminicídios,

homicídios,

pedofilia e etc..


Monstros mundanos,

desumanos, maltratando a si próprios num mar de ignorância.


Cenas fortes! crimes chocantes!

Que entram por nossas portas todos os dias com imagem digital.

Transfixando nossos peitos, e atingindo nossos sonhos,

Com um bloco de pesadelos.


Imagens captadas por lentes de super câmeras

focadas principalmente no lado obscuro da sociedade.

Por isso excepcionalmente hoje, a carnificina televisiva não entrará aqui.


Deixarei o caos lá fora nas mãos de deus.

Não sou policial,  

não sou o homem de ferro, 

tampouco o pai celestial.


Então não posso salvar o mundo. 

Apenas faço a minha parte,

procurando ser um cidadão descente.


E seguirei no meu caminho 

(paralelo ao mundo dos jornais de horror).

Essa é a minha realidade.

O meu mundo, o teu mundo.

Boa noite.


(Ramon Paes)

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