domingo, 23 de setembro de 2018

Sigo em prol da frequência dos sonhos sobre o travesseiro.
Em prol da paz de uma alma livre..
Desenrolando o emaranhado de nós na garganta,
até chegar na preciosa simplicidade.
Na proa de um grande navio,
sinto a brisa do mar e o vento puro no rosto.
Logo avisto o paraíso,
dentro da lente de uma luneta.
Não há âncoras.
Só velas, uma bússola,
e uma pilha de livros convenientes.
Não tem trama, nem trauma, nem trilha..
De alma leve e peito aberto.
Despido, pelas corredeiras do pai celestial.
Cercado pela natureza nativa,
exalando seu perfume silvestre.
Remando com esse corpo ainda saudável.
Agradeço,
Recomeço se preciso,
Descanso, e prossigo...
Olho pros lados só pra atravessar as ruas.
Sigo Adiante..
Pelo amor, pela fé, por mim!
Por nós.
Sem mais, nem menos..
vai fora,
não cabe.
(Ramon Paes)

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Com muita dedicação, força de vontade, fé, trabalho, resistência... Consegui chegar nesse mero segundo degrau da minha existência.. Um degrau que da acesso a um andar com muitos cômodos singelos, porém prazerosos. Hoje sigo com um caminhar lento, digno, honesto e transparente.. Hoje consigo "ostentar" meus momentos em paz comigo mesmo. Achei - perante outras pistas divinas - um livro antigo, de um nobre homem chamado Chico Xavier; lá vi uma luz reluzente, perante uma porta aberta, com bilhetes recortados de um jornal misterioso sobre uma mesa velha, que somados valiam esperança. Nesse conjunto de tíquetes li as respostas para as minhas frequentes crises existenciais. Não foi tão simples. Engoli sapos, e esquivei de botes de jararacas, matei leões diariamente, só deus sabe qual foi o peso do meu par Adidas velho, calejando meus pés exaustos. Mas hoje tenho uma mera noção, de como devo caminhar.. Sei que tô longe da perfeição, porém também longe da podridão - onde infelizmente muitos tolos insistem em tropeçar (nas próprias pernas) -. A vida pode ser tranquila como uma leve nevasca lá fora, enquanto comemos fondue, e tomamos vinho tinto, na frente da lareira. Como pode ser um avalanche! O que você faz agora volta logo adiante, é o efeito bumerangue, o efeito borboleta. A vida é uma rua esburacada, a felicidade não tem receita, mas pode ser menos ruim. mantenho os olhos abertos e cuido onde vou pisar. Qual peça vou mover. O que falar, o que calar, o que pensar, onde pousar pra preservar o bem estar dentro de mim. Dentro de nós.
(Ramon Paes)

sábado, 10 de fevereiro de 2018

A resistência virou minha armadura.
A persistência minha lança.
O sonho é o meu cavalo guerrilheiro correndo em busca da vitória.
não sou o último,
não quero quero ser o primeiro.
Pretendo ser justo;
herdeiro do que construí,
e do que deus me proporcionou,
nessa fase da minha existência.

(Ramon Paes)