segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Pesadelos..

Suado, assustado, meio desnorteado,
Lavei o rosto, respirei fundo e relaxei
Foi apenas um sonho ruim, acordei.

“Calma filho, foi só um pesadelo”

(Mon-rá)
Sentado na varanda
coloquei as cartas sobre a mesa,
Organizando os pensamentos
nas prateleiras da cabeça

Os pássaros voltaram a cantar
quando voltei a me amar
O por do sol está lá,
tô conseguindo enxergar..

(Mon-rá)
Minha cama é meu divã nas consultas comigo mesmo.
Em noites de frio me flagro numa autoanálise,
refolhando as páginas da minha cabeça.
Ressignificando capítulos trágicos.
Me livrando de traumas
que ainda me assombram
de vez em quando.


(Ramon Paes)
Prefiro focar o dia, não a vida;
a vida me assusta.

Prefiro focar meu quarto, meu quintal, 
meus passos, meu trabalho, 
minhas músicas, 
meus filmes.

Não o mundo; 
o mundo me assusta.

(Ramon Paes)

Um Amor Puro

Faltava tu do meu lado
embaixo do edredom,
Tomando coca-cola
e comendo bombom.
No inverno como era bom,
descalços de moletom,
caminhando na praia sem destino algum..

Num Barzinho a beira mar a luz de vela,
um solitário violeiro tocava uma linda canção.
"Um Amor Puro", de Djavan, amostra grátis da emoção,
dei cinco pratas pro couvert, virei seu fã.

Entorpecido de amor, vendo você sorrir
sem pensar no passado, e o futuro tava ali.
Curtindo no presente, o presente que recebi.
Entre os goles do cálice de vinho tinto suave
e os leves beijos em teus lábios mornos e adocicados;
estive no céu quando dançamos abraçados.

Era uma simples quarta-feira, gelada e pacata
e se transformou em uma incrível noite,
dominada pelo amor, e nada mais,
nada mais me importava, naquele refúgio.
Sereno refúgio da realidade caótica
na extrema paz espiritual..

(Mon-rá)

Vou Achar..

Vou Achar..

Não consigo achá-lo
Já procurei por todos os cantos, e nada.
Só vejo rastros, algumas pegadas.
Pequenos vestígios de sua presença.
Encontrei uma foto antiga na bagunça das gavetas.
Tentei conter as lagrimas, não deu.

Vou construir uma casa para ele.
Cuidarei dele mesmo que ele não esteja por perto.
Sei que ele esta voltando, mas Ainda não o enxergo.
Já faz tanto tempo que ele desapareceu.
Mas tenho certeza que não morreu..

Vou achá-lo nem que eu leve a vida inteira procurando.
Quem é ele?
Não sei bem, Costumo chamar de eu.

(Ramon Paes)