quinta-feira, 2 de junho de 2022

 A mãe terra se libertando, por baixo do asfalto quente, os arranha-céus são a evolução ilusória, não vejo isso no livro de história na escola. Menos prédios, mais sementes. Por trás dessa máscara, o meu choro recolhido, no auge de uma pandemia que devasta nossos amigos. Vem á tona a corrupção, de um sistema de governo, recheado de covardia. A ganância, o egoísmo, e a falta de empatia, num mix de ignorâncias desenfreadas. O que me conforta são minhas crenças dentro daquele livro antigo. A paz no olho do furacão. O amor. A fé na justiça divina. Os humildes e singelos sorrisos, que permanecem vivos, entre mortos e feridos.


(Ramon Paes)

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