quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Acordei às 9, Fui até a cozinha.. 
coloquei água pro chá e escolhi os feijões.
Sobraram poucos.. mas o suficiente para matar a fome.
A fome de amor..
A fonte de energia que gera brilho nos olhos.
São esses poucos feijões que realmente importam.
Pequenos feijões.. Pequenos detalhes; leves carinhos..

O sossego..
O sossego está na água cristalina.
Na consciência limpa.
O sossego é o olhar sorridente no semblante inocente de um bebê.
É a caminhada noturna na praia vazia com os pés descalços.
É o banho de chuva que antecede banho morno no final da tarde.. 
É o sofá que aconchega com a colcha limpa e macia. 
É o bolinho de banana com o café com leite, 
O sossego..
O sossego É Aquele romance dos anos 90, num domingo chuvoso deitado em teus braços.
A massagem nas costas, ouvindo uma música serena.
O piano que me faz meditar.
O fascínio de um céu estrelado.
O sussurro que me fez dormir..

O sossego.

O vento fresco no rosto.
O repouso.


numa manhã nublada. 
O repouso por trás do rosto abatido..
O desabafo.
A luz suave que surge na escuridão, revelando a singela paz
O alívio transmitido pelas notas de um piano.
Em teu colo, apreciando a imensidão deste céu estrelado.
A paz é simples.
E o paraíso é aqui. Dentro de mim
A felicidade...

A felicidade vem com o vento.. 
que transpassa a casa pelas portas semi-abertas,
balançando as cortinas.. quase como uma valsa.

Os simples prazeres, 
As saudáveis ações..
Passos curtos, na direção certa.
A satisfação, a gratidão, a tranquilidade.
A paz de espírito..
Os feijões que importam.

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